Os craques do Mundial 2026: Quem vai brilhar no maior palco do futebol

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O Mundial 2026 arranca a 11 de junho com 48 seleções e 104 jogos.

O palco é maior do que alguma vez foi e os jogadores que vão defini-lo estão entre os melhores da história do futebol. Alguns têm apenas 18 anos e outros têm mesmo 41, mas, a verdade é que todos chegam com algo por provar.

Fique a conhecer alguns dos maiores craques do Mundial 2026 e o que esperar desta coletânea de talento no maior torneio da história do futebol.

Kylian Mbappé – França

Em 2022, Mbappé marcou oito golos no Qatar, incluindo um hat-trick na final, saiu com a Bota de Ouro, no entanto, com uma derrota nos penáltis.

Em 2026 chega com 27 anos e uma temporada de “menos a mais”, com excelentes prestações, sobretudo, na Liga dos Campeões.

A França defronta o Senegal, a Noruega e o Iraque na fase de grupos e nenhum desses adversários tem uma linha defensiva com capacidade de anular Mbappé durante 90 minutos.

Se a França chegar à final, Mbappé vai a oito jogos, o que quer dizer que o recorde de Klose de 16 golos em Mundiais está ao alcance, se ele repetir o ritmo de 2022.

Jude Bellingham – Inglaterra

Bellingham tem 22 anos e já ganhou a Liga dos Campeões e a Liga Espanhola pelo Real Madrid, além disso, em 2022, no Qatar, foi o jogador mais jovem da história inglesa a titular num Mundial quando tinha 19 anos.

Thomas Tuchel constrói a Inglaterra em torno dele: recebe a bola em profundidade, decide quando acelerar e marca em momentos decisivos.

A Inglaterra tem um grupo que parece acessível para o apuramento para a fase seguinte e se Bellingham chega ao mata-mata com energia preservada, será um osso duro de roer para adversários progressivamente mais difíceis à medida que o torneio avança.

A sua geração nunca ganhou nada com a seleção, esse facto pesa mais em Bellingham do que em qualquer outro jogador inglês.

Federico Valverde – Uruguai

Valverde tem 26 anos e é o médio mais completo do Real Madrid, o que, numa equipa com Mbappé, Bellingham e Vinícius, diz algo.

No Uruguai de Bielsa irá cobrir o campo inteiro, o que poderá transformar em golos decisivos, isto se conseguir manter o nível durante 90 minutos contra adversários muito diferentes.

Se o Uruguai chegar ao mata-mata, e tem condições para o fazer, Valverde vai ser o jogador mais perigoso de uma seleção que o mercado subestima sistematicamente.

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Lamine Yamal – Espanha

É importante recordar que Lamine Yamal tem apenas 18 anos e foi o melhor jogador do Euro 2024.

Na temporada 2025/26 pelo Barcelona, marcou 24 golos e deu 18 assistências e chega ao seu primeiro Mundial como titular incontestável da seleção campeã europeia.

A diferença entre Yamal e outros jovens talentosos é que ele não precisa de um Mundial para se confirmar, porque já não existem dúvidas do seu talento.

O que o torneio vai revelar é se consegue manter esse nível quando os adversários o conhecem bem e o preparam especificamente.

A Espanha conta com um dos grupos mais fáceis do torneio e se Yamal aparecer no mata-mata com o ritmo que tem tido no Barcelona, é o candidato natural ao prémio de melhor jogador do torneio.

Vinícius Júnior – Brasil

Carlo Ancelotti pediu a Vinícius que fosse mais decisivo pela seleção do que pela esquerda do Real Madrid, já que em 2022 no Qatar, Vinícius marcou dois golos e foi substituído nos piores momentos da campanha brasileira.

Em 2026, chega como capitão da seleção canarinha e com a missão de provar que o jogador que desequilibra em Madrid funciona também quando a bola vale um Mundial.

O Brasil defronta o Marrocos logo na primeira jornada, o adversário mais organizado defensivamente do Grupo C, e se Vinícius conseguir ser determinante nesse jogo, o Brasil chega ao mata-mata com confiança real.

Erling Haaland – Noruega

Haaland vai ao seu primeiro Mundial com 25 anos e uma média de quase um golo por jogo no Manchester City.

A Noruega esteve ausente desde 1998, 28 anos de ausência que terminaram com Haaland como figura central da qualificação.

O Grupo I coloca a Noruega frente à França logo na segunda jornada e esse jogo decide muito: se a Noruega resistir e Haaland marcar, o torneio do avançado norueguês pode ser um dos mais impressionantes para uma seleção de menor dimensão.

Se a França ganhar com folga, a Noruega pode sair cedo e truncar o que prometia ser uma estreia histórica de Haaland numa fase final.

Cristiano Ronaldo – Portugal

Ronaldo tem 41 anos e vai ao seu sexto Mundial, sendo que nos dois anteriores o contexto foi bastante distinto.

A diferença entre os dois torneios foi a dinâmica em 2018 jogou com confiança do selecionador e adversários acessíveis logo no início e em 2022 o atrito com Fernando Santos consumiu energia do grupo.

Roberto Martínez resolveu essa equação, Ronaldo chega ao Grupo K como capitão ativo, não como figura a gerir. Um golo apenas torna-o o primeiro jogador da história a marcar em seis edições diferentes de um Mundial.

Com 143 golos pela seleção e 226 jogos, é o maior artilheiro e o jogador com mais internacionalizações da história do futebol masculino e, assim sendo, o que fica por provar é um Mundial ganho.

Em 2026, com a melhor equipa que alguma vez teve ao seu redor, essa é a última missão em aberto.

Arda Güler – Turquia

Güler tem apenas 21 anos e é um dos jogadores a subir de rendimento no Real Madrid, isto apesar da sua temporada 2025/26 ter sido irregular, em que as lesões limitaram-no a 22 jogos.

Mas quando esteve disponível, mostrou uma qualidade técnica que Ancelotti descreveu como “diferente de tudo o que vi num jogador desta idade”. Pela seleção turca, marcou três golos nas eliminatórias, incluindo dois decisivos.

A Turquia está no Grupo D com os EUA, o Paraguai e a Austrália, um grupo particularmente misterioso, e se Güler chegar ao torneio fisicamente disponível, tem adversários acessíveis para encontrar ritmo antes dos jogos de eliminação.

Um Güler em plena forma num Mundial de 48 seleções é o perfil exacto da revelação que estes torneios produzem regularmente.

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Lionel Messi – Argentina

Em 2022 ganhou o único título coletivo que faltava na carreira e foi eleito o melhor jogador do torneio, sendo que em 2026 chega com menos minutos, mas com a mesma capacidade de aparecer nos momentos em que ninguém espera.

Scaloni gere-o com critério, não joga 90 minutos em todos os jogos, mas nos mata-matas, quando a Argentina precisa, Messi aparece.

Tem 13 golos em Mundiais e precisa de quatro para ultrapassar o recorde de Klose e a pergunta que se impõe já não é se ainda consegue, é quantos vai marcar até 19 de julho.

Ousmane Dembélé — França

Durante anos a sua carreira foi definida pelas lesões: no Barcelona perdeu temporadas inteiras em momentos em que parecia prestes a confirmar o talento, mas em Paris encontrou a consistência que nunca teve em Espanha.

Na França de 2026, o papel de Dembélé é diferente do de 2022, quando entrou como suplente em vários jogos.

Com Mbappé a jogar mais pelo centro, Dembélé fica com espaço na direita para atacar em velocidade e criar em situações de um contra um, exatamente onde é mais perigoso.

A questão de Dembélé num torneio desta dimensão é sempre a mesma, conseguirá manter o nível ao longo de sete ou oito jogos em cinco semanas? Porque o talento é inegável, não foste esse o melhor jogador do mundo da atualidade.

Mbappé, Bellingham e Yamal jogam para construir o seu legado, Messi e Ronaldo jogam para acabar a sua carreira da melhor forma possível, mas Vinícius, Haaland e Güler precisam deste torneio para se afirmar definitivamente.

Quem irá definir o seu estatuto neste Mundial?

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