O futebol mundial viveu, ao longo do último ano, uma sucessão de momentos capazes de reforçar aquilo que o torna único: imprevisibilidade, emoção e uma ligação profunda entre jogadores, clubes e adeptos.
Entre finais épicas, títulos históricos, exibições individuais de excelência e despedidas simbólicas, o futebol voltou a provar que é muito mais do que um jogo.
Foi um ano marcado por narrativas fortes, onde o passado e o futuro se cruzaram constantemente dentro das quatro linhas.
Desde os grandes palcos europeus até aos relvados sul-americanos, africanos e asiáticos, assistimos a jogos que ficarão gravados na memória coletiva. Houve golos decisivos nos últimos minutos, reviravoltas improváveis, equipas desacreditadas que chegaram ao topo e estrelas que assumiram definitivamente o estatuto de líderes globais.
Cada competição trouxe a sua própria história, mas todas contribuíram para um retrato vibrante do futebol atual.
Os momentos mais marcantes do ano
Entre os momentos mais marcantes do ano, destacam-se as grandes noites das competições continentais.
No plano dos clubes, as grandes conquistas foram um reflexo da evolução do jogo. O futebol moderno mostrou-se cada vez mais exigente do ponto de vista físico, tático e mental. Equipas que aliaram organização defensiva, criatividade ofensiva e profundidade de plantel colheram os frutos.
Houve campeonatos decididos nas últimas jornadas, taças ganhas nos penáltis e títulos inéditos que mudaram a história de clubes e cidades inteiras.
Em várias ligas, assistiu-se a uma competitividade crescente, com a redução do fosso entre os tradicionais favoritos e os projetos emergentes.
PSG em 2025: o ano da maturidade competitiva
O ano de 2025 representou um ponto de viragem para o Paris Saint-Germain.
Depois de várias épocas marcadas por expectativas elevadas e alguma instabilidade competitiva, o PSG encontrou finalmente um equilíbrio mais próximo daquilo que os seus adeptos e dirigentes ambicionavam.
Menos dependente do brilho individual e mais fiel a uma ideia coletiva, o clube parisiense apresentou um futebol mais consistente, pragmático e competitivo nos momentos decisivos.
Dentro de campo, o PSG destacou-se pela solidez tática e pela melhor gestão dos jogos grandes.
A equipa mostrou maior disciplina defensiva, uma pressão mais coordenada e uma circulação de bola mais paciente, permitindo controlar ritmos e reduzir a vulnerabilidade em transições defensivas — um dos grandes problemas do passado.
Este crescimento coletivo refletiu-se em campanhas mais estáveis nas competições internas e europeias.
Individualmente, Ousmané Dembelé passou a ser a principal referência ofensiva, mas o seu papel evoluiu. Em 2025, Dembelé assumiu uma liderança mais clara, tanto na definição como na responsabilidade competitiva, sendo decisivo nos momentos-chave sem comprometer o funcionamento coletivo.
Ao seu redor, vários jogadores cresceram em consistência e compromisso tático.
Mais do que títulos, 2025 ficará marcado como o ano em que o PSG deixou de ser apenas um conjunto de estrelas para se tornar verdadeiramente uma equipa. Um passo essencial para sustentar ambições maiores no futuro próximo.

Portugal e a Liga das Nações: maturidade, ambição e identidade competitiva
Portugal viveu um ano altamente positivo na Liga das Nações, confirmando a consolidação de uma seleção cada vez mais madura e competitiva.
Em 2025, a equipa nacional apresentou um equilíbrio notável entre experiência e renovação, mostrando uma identidade de jogo clara, sustentada numa organização coletiva sólida e numa qualidade individual que faz a diferença nos momentos decisivos.
No plano tático, Portugal destacou-se pela versatilidade. Capaz de controlar jogos através da posse, mas também eficaz em contextos de maior exigência física e emocional, a seleção revelou uma evolução clara na leitura dos diferentes momentos da partida. A consistência defensiva foi um dos pilares do sucesso, permitindo à equipa competir de igual para igual com as melhores seleções europeias.
Individualmente, vários jogadores assumiram protagonismo. Vitinha voltou a ser o motor criativo da equipa, enquanto João Neves acrescentou inteligência, critério e capacidade de decisão entre linhas.
A juventude e poderio físico de Nuno Mendes, trouxe energia e irreverência, equilibrada pela experiência de jogadores que sabem gerir contextos de alta pressão, como Cristiano Ronaldo e Bruno Fernandes.
Mais do que resultados, a campanha portuguesa na Liga das Nações reforçou uma ideia essencial: Portugal deixou de ser uma seleção dependente de momentos isolados e afirmou-se como um coletivo competitivo, preparado para enfrentar os grandes desafios que se aproximam.
A Liga das Nações de 2025 foi, assim, um passo firme na construção de uma seleção com ambições reais no panorama internacional.

2026 prepara-se para ser um ano histórico
Com o olhar já projetado no futuro, 2026 surge como um ano carregado de expectativas.
A proximidade de grandes competições internacionais promete redefinir hierarquias e acelerar processos de renovação em várias seleções. Jovens talentos começam a ganhar espaço, enquanto jogadores mais experientes procuram manter o nível para chegar aos grandes palcos em plena forma.
Será um período de decisões estratégicas, tanto para clubes como para seleções, onde cada escolha poderá ter impacto direto no sucesso desportivo.
Espera-se também que o futebol de 2026 seja ainda mais intenso e global.
A internacionalização das ligas, a diversidade de estilos de jogo e a crescente influência de treinadores com ideias inovadoras deverão enriquecer ainda mais o espetáculo.
Ao mesmo tempo, os desafios serão maiores: calendários sobrecarregados, exigência física extrema e a necessidade de equilibrar rendimento imediato com sustentabilidade a longo prazo.
No final de contas, o último ano de futebol confirmou aquilo que os adeptos sempre souberam: o jogo continua vivo, em constante transformação, mas fiel à sua essência.
Entre conquistas memoráveis, momentos emocionantes e jogadores que marcaram uma geração, o futebol voltou a unir milhões de pessoas em torno da mesma paixão.
E se o presente já foi intenso, o que se aproxima promete ser ainda mais fascinante. 2026 não é apenas o futuro — é o próximo capítulo de uma história que nunca deixa de surpreender.



